sexta-feira, 2 de abril de 2010

textopseudointelectualóidesóprarecomeçar

Samba rock moendo, ô ô ô ô, puta vibe massa, pessoal na curtição
"O clima é de partida, vou dar sequência na minha vidaáAa..."

O clima é de partida... O clima é de partida... (ziriguidum dum dum)
É... (Essa é uma história) Partida... (de uma linda história de amo...) Partir... (oôoor...)
Partir de onde? (gole de cerveja)
Para onde? (TÊ TÊ TÊretê...)
Que ação ampla essa, que nos parte em dois, em três, em mil; nos tornando uma parte de nós mesmos, que se confunde em uma profundidade sem fundo, à parte do que se passa, e pensa como um todo partido, e sente a falta de uma completude que nos é incondicional.
Daqueles dias que a gente percebe que perdeu. Perdeu um algo... que não sabe bem o que é.
A percepção pré-concepta, ante-parto, de miserável parte perdida no tempo da vida emerge do mar da mente. Uma verdade que a gente mente toda hora, e, para não se afogar nas questões vãs, que de resposta só trazem uma incompreensão angustiada, a gente pára, a gente ignora. E como ignorantes partes partimos, em busca de uma completude que não sabemos o que é. Partimos nas cruzadas de nossas vidas, apêndices sem rumo que somos. Nos atiramos em inocentes encruzilhadas que determinarão não mais que o resto da nossa eternidade, fazendo das vidas passadas roteiros-guias de voláteis vaidades incertas.
A nossa natureza é a fumaça de um concreto líquido que se esvai pelo ar.

Marcadores: ,

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Experiência com muletas

muletas cansam...

Marcadores:

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Era II

A redação do Jornal Critilo vem dar uma satisfação ao zilhão de leitores ávidos que dia a dia entristecem-se ao não ver nada além de uma que outra chorumela nesse blog com tanto potencial.
Buenas, o que passa é que estamos em tempos difíceis. As dificuldades são muitas, porém não vamos justificar nossas faltas, e sim esperançar vossos olhos atentos com um horizonte novo e um futuro potencialmente grande. Sim, meus caros, mudanças bruscas nos nossos rumos estão por vir...

O panorama atual é o seguinte: paradoxalmente, a redação do nosso jornal cresce mais e mais a cada dia. Nunca estivemos tão grandes, com tanto conteúdo, e com tantas idéias para pôr em prática. E isso é um problema... o crescimento nos trouxe uma anarquia de idéias. Nos aviramos em uma multidão de vozes bradando suas causas, e o que resta é um sentimento comum de insatisfação geral! Todos querem ser ouvidos, e ninguém entende ninguém. Para piorar a situação, nosso mentor intelectual, o Gutiérrez, anda afundado em uma ressaca emocional e não dá mais bola para essa birosca.

Bom, meus amigos... resolvi agir. Eu, Jão, e o irmão Felipe passamos a tomar conta desta porra. Conosco a coisa vai se mais séria. Chega de poeminha mela cueca, chega de reflexões vazias, chega de conflito existencial. Adotamos um sistema de construtivismo dinâmico: aqui vai se escrever sobre arte, sobre cultura, sobre conhecimento. Manifestações outras (não) vão passar pelo rigoroso crivo do nosso filtro crítico.

E já convido desde já os novos amigos da redação a se apresentarem. Não só, mas também convido quem se interessar à realização dos ensaios da banda Bossa Crítica, que está voltando a ativa. Com a ausência do irmão Gutiérrez e a saída do Júnior (que já vai tarde, eu arrisco dizer) estamos com lugar de sobra na banda.

...é isso.

Marcadores: ,

terça-feira, 24 de março de 2009

imagem...

"A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo,
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou.

E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar.

Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
A um segundo, tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for..."
(Herbert Vianna)

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Paradoxo Donald

A questão: Por que, ao sair do banho, o Pato Donald usa uma toalha na cintura se ele nunca usa calças?


O Pato Donald, famosa personagem criada pelo anedotista americano Walt Disney, é um pato - como o nome já diz, evidentemente. Certo? Não, errado. Errado desde o princípio de sua nomenclatura, de tal espantosa semelhança à 'Macabéia', famosa personagem da grande escritora brasileira Clarice Lispector. O fato é que o dito "pato" Donald, na verdade, é um marreco, ave natural do hemisfério norte - porquanto patos são restritos ao nosso hemisfério. Esclarecido este primeiro caso, tentarei ser objetivo quanto ao que tange o pudor do marreco, dito "pato", Donald.
Walt Disney, o gênio, não era mero escritor pequeno de contos infantis. A fama ao redor de seu nome não veio ao acaso. Sua habilidade ímpar em despertar a profunda reflexão acerca das questões mundanas dentre os seus semelhantes, ainda hoje, é bem conhecida. Interpretações diversas acerca do "paradoxo Donald" percorrem, incessantes, gerações e gerações, sem uma resposta que satisfaça esclarecimento. O que de fato acontece é que, dotado de tamanha capacidade intelectual, em inspirado afã de introspecção crítica, Walt Disney quis provocar a sociedade. E assim o fez, criando um ser de tamanha incoerência. Vejam bem, meus caros, um pato, que na verdade é um marreco, com feições e atitudes ora humanas, ora selvagens... é uma zomba, uma troça. Mero motejo de um velho gozador que, nos fins de seu longo fio de vida, deixou um enigma em aberto, como prima obra de uma mente brilhante.
De maneira qualquer, traduz-se a questão como sendo o equilíbrio entre duas forças opostas, uma dualidade maniqueísta que, descontente em englobar tanto, vira-se ao avesso, questionando a própria proposição em tom debochado, fazendo de sua simplória figura, um ridículo ácido da sociedade como um todo.

Marcadores: ,

domingo, 5 de outubro de 2008

Metacriatividade

Na falta de um começo, começo pela escolha.
É assim na vida, é assim na arte, em qualquer coisa: um ponto. O ponto inicial independe, original; e por si origina o porvir impreciso - que, diferente da linha que se traça a tendência, do ponto abstrato se traça o infinito.

Ponto é incoerência, pois.

E daí, cá começo... num devaneio sem nexo,
Que de ponto oblíquo, vai-se a borrão abstrato
E, se vão dizer "é louco!" quando descerem o traço,
Vendo contexto em rima, sem ler parágrafo,
Eu digo: "obra-prima
É o bojo do desacato,
Um desatino no ato
Cientista que desafina."

Marcadores: ,

domingo, 15 de junho de 2008

poemeto

Embarga a voz,
Palpita o coração,
Calam os olhos,
As palmas,
As bocas...
E a alegria já se faz saudosa
Que veio a tristeza da partida,
E veio para ficar.

Marcadores: ,

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Cientistas descobrem jeito de palavrear melodias.

O método consiste em captar a reação da população atingida pela melodia via ondas eletromagnéticas próprias do cérebro humano, extraindo, assim, uma média dessa reação, e calculando, a partir dessa resultante, no banco de palavras da região em estudo, a que campo semântico o resultado foi mais bem relacionado.
Os comprimentos de onda marcadores que diferenciam o cérebro humano do cérebro de outros animais puderam ser relacionados em grupos distintos. Percebeu-se, com espanto, que 78% da população brasileira está relacionado no grupo do comprimento de onda 99bk, o qual, segundo estudos evolutivos, origina-se do mesmo conjunto de neurônios antes responsável pelo controle esfincteriano do ânus de símios de baixo desenvolvimento neuropsicomotor.

Marcadores: ,

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A mecânica abstracionista a valorados

Depois da Mecânica Newtoniana, a Mecânica Abstracionista para fins motivacionais...
Nossa gente é vítima incondicional do ócio generalizado de uma sociedade organizada. A mecânica de nossas tendências, nossos movimentos propriamente ditos, surge como começo de um movimento iminente - a abstração. A carga de sobrepeso do tanto que se recebe de informações jorra aos bordões contra os poucos ralos que obtemos para digerir tudo. Indivíduos aptos a tratar em totalidade o conjunto e, assim, lidar com tranqüilidade com essa realidade desproporcionalmente complexa são raros. Desses, menos ainda optam pela não abstração. Porque a abstração é assim, vem de mansinho, com seu semblante em fascinante lascívia, a chamar dentre sussuros dengosos, abstrata significância... deliciosa abstrância... oh! abstração irrecusável!!

... eu assinto.

Marcadores: ,

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Conversa Fiada

- Começa com um evento aparentemente isolado no tempo-espaço. Uma molécula seguia o seu caminho depois de um intervalo de tempo bem cansativo. Vinha de encontro a um campo magnético... fraquito até, diziam por lá. Mas se sabe que nessas cousas não é bem assim... não é bem assim... porque, veja bem, nunca se sabe o que pode acontecer. Então, lá ia aquele conglomerado de prótons e neutrons a se roçar em uma lascívia imoral, num frenesí pulsante de energia, quando uma onda gama - veja você, uma onda gama - dispretenciosa, ela ia, ia indo, e cai ali, bem em cima dali...
- Veja você...
- As ironias dessa vida né...
- É.
- Ai ai...

Marcadores: ,

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ironia

...e aí a ironia de tudo foi que, no final das contas, ela ficou com a pedra mesmo.

Marcadores: ,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Feliz Ano Novo!

E é natal, ano novo, carnaval.
Estourem as champagnas! Gritem viva! É a hora.
Hora feliz, essa, de esquecer,
não de pensar,
só de ser...

E de, finalmente, viver...
uma vida transbordante
aos urros de alegria, cadente
aos corpos em frenesi, pingante
em lágrimas infantes
dos olhos urrantes,
dos pulsos em fogo!
escorrendo,
caindo,
quente,
leve,
doce.

Marcadores: ,

domingo, 11 de novembro de 2007

nota sobre o novo layout

mudou o layout pelo corte de verbas do patrocinador.
grato pela compreensão.

Marcadores:

sábado, 10 de novembro de 2007

nota sobre o Sr. K

dor? sai dessa, palhação
amigos e amigas, apresento-lhes o sr. K. Um idiota.

O sr. K. é o que se pode denominar de um Emo intelectualizado. Ele tem cultura, tem bom raciocínio, teve oportunidades nessa vida e tudo mais... e vive aí, não digo choramingando pelos cantos, mas induzindo você, leitor, a se sentir um bosta, como ele.
Não dêem ouvidos ao sr. K...

verdade seja dita, ele só escreve nesse jornal por ser filho do chefe da redação.
é um imbecil...um bostão

vai tomá no cu, seu K de merda

Marcadores: ,

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Firença

Batuta o matuto um trejeito no jeito à gente a que vai se'xplicar
Matuta a cera de se ter por feito o leito onde se vai deitar
Carece, mal quisto, dum visto, dum ato, dum fato de se orgulhar
E chora por pena da cena de nao ser alegre quando deve estar...

E tenta matar a desgraça, matar na cachaça,
- ma non c'è l'ho qui!
Inventa uma cisma no peito, amor sem despeito
- no, non c'è l'ho qui...

Marcadores: , , ,

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Pressa

A beleza incomensurável das coisas... A leveza insustentável da vida... cadê?
Eu preciso de uma fuga!
Fugir da cidade, da confusão, da humanidade desumana, porque a beleza incomensurável se acomensurou... e se perdeu dentre o caos urbano. Eu vejo um mar banalizado de rostos sem expressão. Não há mais expressão. Não há mais sentimento, alegria, beleza. Não se tem nada de espontâneo. A loucura se perdeu e deu lugar a uma razão desequilibrada. A loucura foi abandonada. Que sociedade triste a nossa...
É tudo um erro, um erro grotesco.
Proponho uma nova dialética! Não, não queremos palavras. É horrivelmente rudimentar essa história de sair palavreando por aí... O que nós queremos é música! Daqui por diante, tudo o que haver de ser expressado, se expressa em tons e semi-tons. Nada mais de motores roedores de tímpanos, adeus britadeiras, estressadeiras, torturadeiras... coisas essas estão fora, abolidas, lixo. A partir de hoje, somente tons, semi-tons, e, vá lá, poesia também pode...
Porque... afinal, que pressa é essa?
o mundo não acaba amanhã, minha gente...

Marcadores: ,

Drama

Que as nossas vidas vão assim, seguindo um Beethoven...

Marcadores: ,

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

PALAVRA

Sim, é hora de compartilhar a incrível gama de profundas divagações que temos tido de conviver todos esses anos. Acredito não sermos os únicos a ficar horas e dias e meses com os insaciáveis porquês martelando a nuca como britadeiras no asfalto. Isso serve, então, a vocês, irmãos, como algo interessante... ao resto, fica como... entreterimento.

a questão: A PALAVRA
Se pararmos pra pensar - não só na palavra, mas em qualquer coisa que seja - não pensamos d'outra forma senão em palavras. A palavra domina nossas vidas. Mesmo nas ações mais instintivas do ser humano, essas sim realizadas a grunhidos, gemidos e afins, vez que outra sai ela, exuberante e esclarecedora, como verdade total acerca da situação que se passa. Sim, ela é a matrona universal, é a verdade verdadeira, é o q é... e ai de quem ousar questioná-la! Pois bem, então, voltando ao proposto, se pararmos pra pensar, acabaremos, inevitavelmente, por palavriar mentalmente... isso é fato. Agora algo interessante: perceba que qualquer conclusão que se chega é sabida antes do ato de pensar a palavra. Faz aí um testezinho... sacô? A palavra não passa de conseqüência da conclusão tirada, da questão formulada, de TUDO! ou seja, a palavra só serve pra dá uma organizada nos furundunço aí, "dá nome aos boi" - a palavra é conseqüência, e isso é bem interessante.

...também interessante é o quanto o ser humano não consegue lidar com isso (entenda-se lidar por conciliar situação com palavra e palavra com situação). A simples inversão de prioridades, nesse caso, literalmente, estraga tudo.
Por que inversão de prioridades? Bom, se a palavra só "dá nome aos boi" como se concluiu, a tal prioridade deveria ser dada àquilo que a palavra nomea, algo que - mais interessante ainda - não tem uma palavra específica! (Afinal, o que é que precede a palavra?). Como exemplo... quem nunca teve uma sensação indescritível? O que falta é se dar conta de que a sensação (descritível ou não) é o que vai determinar a reação e, por sua vez, a palavra...

...ecstá claro?

Marcadores: , ,

domingo, 12 de agosto de 2007

Música, Futebol, Beleza e Lixo

A beleza das coisas está se perdendo. Pode parecer nostalgia, mas não consigo acreditar que seja, de fato. É simplesmente uma postura saudosa de tempos que, como indivíduo, nunca presenciei; mas que, como fruto daquela geração, adoto como algo, pelo menos, mais belo.
Hoje eu vi um jogo na televisão (Grêmio 1 x 2 Corinthians)... vi um jogo, apenas, porque, quero deixar claro, eu não vi um jogo de futebol. Não quero acreditar que o futebol virou isso. Futebol, na essência da palavra, é esporte... é competição, é garra. O que vi não era esporte, não era competição, não era garra. O que vi não eram nem 2 times medíocres... porque o que eu vi não eram times. O que eu vi eram pessoas... pessoas comuns, uniformizadas, correndo de cá para lá e de lá para cá para tirar seu sustento, seu pão de cada dia. Poucos jogadores, muitas pessoas. E nós, como pessoas, somos uma torcida frustrada em querer ver futebol, mas vendo uma maioria de pessoas, nossos semelhantes, sem vontade de jogar, simplesmente atuando seu papel de jogador.
Tal como a música propriamente dita, que só pode ser encontrada fora da mídia, nos becos e esquinas onde a beleza transcende a estética, o futebol belo já não é mais profissional. Poucos, dentro dessa esfera, são jogadores propriamente ditos. Eles não mais vestem a camisa do time, eles não mais têm garra ou têm vontade. Eles não querem gols, querem, apenas, sobreviver.
E a sobrevivência não tem nada de bonito. A beleza não mais faz parte do que é divulgado - do músico na boca do povo ao jogador que joga apenas como profissão. A beleza, mais e mais, é abandonada em becos sujos, aos cuidados de uma minoria que, de fã, é obrigada a se tornar seu ideal de ídolo. E de torcedores, vamos jogando pelé... de amadores, passamos a músicos, de fato... porque não há mais diferença entre lixo e beleza estética.
Hoje, a beleza é feia...

Marcadores: , , ,

sábado, 4 de agosto de 2007

Um real sentido a aniversário...

Aniversário não é nostalgia, não é lamentação sobre cheiro e gosto de velhice...
Aniversário não é clichê. Não é desculpa para farra, não é.
Aniversário é sobrevivência.
"Parabéns, meu amigo, você viveu mais um ano!"

E por que o ano? Porque é redondo.
a gente adora arredondar...

Parabéns, Gutiérrez, tu estás vivo!
A redação le deseja tudo de bom.

Marcadores: , , , ,